sexta-feira, 22 de setembro de 2017

25/10/2017: Encontro de Primavera com Bob Walter, presidente da Joseph Campbell Foundation



É com uma tremenda satisfação que convido para nosso quartoencontro de 2017, que será realizado na quarta-feira, 25/10, a partir das 19h. 

We are pleased to invite you to join our Spring Roundtable, which will be held on October 25, 2017, at 7pm. 

Nesta data, teremos o privilégio de receber o presidente da Fundação Joseph Campbell, Robert Walter. Em 1990, Walter fundou esta organização com Jean Erdman, viúva de Joseph Campbell. 

On this date, we will have the privilege of receiving Joseph Campbell Foundation President, Robert Walter. In 1990, Walter founded this organization with Jean Erdman, Joseph Campbell´s widow.

O evento é gratuito, mas solicitamos a doação de um quilo de alimento não perecível por participante para o espaço paroquial. 

The event is free of charge, but we request the donation of one kilo of non-perishable food per participant to the parish.

Leve também frutas, doces, salgados ou sucos para compartilhar no lanche comunitário de encerramento, realizado às 21h. 

Also be welcome to bring fruits and other healthy food or juices to share in the community closing gathering, held at 21 p.m.


Relembrando o local: Igreja Santo Antonio (Rua Santo Antonio, 486 (km 24 da Rodovia Raposo Tavares, sentido São Paulo›Cotia). Acesso pela Rua José Félix de Oliveira (Entrada pela secretaria localizada na lateral da igreja, em frente ao Banco Bradesco). Para ver no Google Maps, clique aqui

Venue: Santo Antonio Parish (Rua Santo Antonio, 486 (km 24 of the Raposo Tavares Highway, direction São Paulo> Cotia) Access by José Félix de Oliveira Street (Entrance by the office located on the side of the church, in front of Banco Bradesco). 

Abraços/Best

Monica Martinez
Coordenadora da JCF Mythological Roundtable® Granja Viana-SP (Brasil)*

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Relato do Encontro de Inverno de 2017: Deusas e deuses do panteão grego


“O deus que escolhemos reverenciar como deidade primária representa a escolha dos poderes que serão a base na nossa vida. Escolhemos um ou outro aspecto de nosso viver como possibilidade que representaremos dentro da realidade” (CAMPBELL, 2015, p.188).


No dia 19 de agosto de 2017 foi realizado o Encontro de Inverno do Núcleo Granja Viana-SP da Fundação Joseph Campbell. Também conhecido como Granja Viana-SP Roundtable®, a mesa redonda tem como proposta para este ano debater o mais recente livro lançado em português no Brasil do mitólogo estadunidense Joseph Campbell (1904- 1987): Deusas: o mistério do divino feminino (Editora Palas Athena).  

Costurando os retalhos do saber por meio da Mitologia, Filosofia e Psicologia Analítica, a palestrante convidada, Profa. Dra. Maria Cristina Mariante Guarnieri, guiou os participantes em uma jornada pelo conhecimento, abordando e ampliando as narrativas do capítulo 5: Deusas e deuses do panteão grego e do capítulo 6: Ilíada e Odisseia: o retorno à deusa.

Inicialmente Maria Cristina afirmou: “O panteão grego é o reflexo de nossa estrutura enquanto humanos, é como nossa psique se estrutura”. Assim, os arquétipos (deuses) adotados pelo indivíduo e/ou sociedade apontam para a estrutura da psique daquele que o adota. Os mitos são, como diz Campbell, como um sonho, só que um sonho coletivo, sonhado pela humanidade, que tem reflexos em cada indivíduo.

A professora relata que as imagens arquetípicas podem ser compreendidas como retalhos de uma mesma colcha, a do inconsciente coletivo. O que faz que o indivíduo haja desse ou daquele jeito. No fundo, a questão é: que deuses me movem? Qual é o sentido da minha existência? Segundo ela, a narrativa mítica responde a essas questões organizando e explicando o poder da Natureza, incluindo-se nela o próprio ser humano.

Deusa Ártemis
No capítulo 5: Deusas e deuses do panteão grego, Guarnieri destacou a seguinte passagem: “Originalmente a própria Ártemis era um cervo, e ela é a deusa que caça cervos. Os dois são aspectos duais do mesmo ser. A vida mata a vida o tempo todo, e também a deusa mata a si mesma no sacrifício de seu animal. Cada vida é sua própria morte, e aquele que nos mata é de algum modo o mensageiro do destino que era seu desde o início (CAMPBELL, 2015, p. 149)”. Sobre essa questão, a professora ressaltou que, assim como Ártemis, exercemos duplo papel: “Na nossa cultura somos produtos dessa grande mente (inconsciente coletivo), onde formamos e somos formados”. Somos ao mesmo tempo produto e ação na existência. Na percepção de que há mistério na ação, também há a percepção de que todo ato é sagrado: “Quando esquecemos que somos mortais, tendemos a fazer muitas bobagens”, disse, lembrando que, dentro da percepção das narrativas míticas, sempre há responsabilidade pelas escolhas feitas, já que elas afetam tanto a si como o outro. Trata-se, portanto, da tão desejada e necessária perspectiva da alteridade.  

Em relação ao capítulo 6: Ilíada e Odisseia: o retorno à deusa, a professora chamou atenção principalmente para a figura de Penélope que, acreditando no retorno de Odisseu, tecia durante o dia uma trama que desfazia durante a noite. Tal ato serviria para ludibriar pretendentes que haviam dado Odisseu como morto e desejavam desposá-la. Acreditando que seu esposo retornaria, ela prometia que se casaria novamente assim que concluísse sua tecelagem.

De seu lado, Odisseu passou por uma serie de provações até retornar a sua esposa Penélope, já agora um homem transformado pelos desafios não somente da guerra, mas também do amor. Em outras palavras, com prontidão para se comprometer finalmente com um relacionamento formado por pares iguais. De acordo com a professora, a questão de tecelagem é recorrente nas narrativas míticas e representa o construir e desconstruir inerentes à vida.

Sobre as narrativas, Guarnieri apontou que o ocidente é um paradoxo entre Atenas e Jerusalém, ou seja, entre as narrativas grega e judaico-cristã. E que ainda há uma busca em relação à alteridade, que pode ser observada nos polos de opostos comoObjetivo/Subjetivo, Apolo/Ártemis, Afrodite/Eros.

A relação entre o masculino e feminino, abordada tanto na palestra da professora, quanto nos capítulos desenvolvidos na obra de Campbell, incitou debate entre os presentes, que levou ao aprofundamento dos conceitos junguianos de anima e animus, originários da psicologia analítica desenvolvida por C.G. Jung (1875-1961). Anima seria a parte feminina inconsciente que o homem possui e animus a parte masculina inconsciente que a mulher possui. Portanto, todo homem possui uma parte feminina e toda mulher possui uma parte masculina em sua psique, como o clássico símbolo do yin e do yang chinês.

Representação de Anima e Animus
No contexto junguiano, anima pode ser compreendida como sendo a alma, aquilo que move. Já animus seria o espírito, o que dá a direção à vida. Um está intrinsecamente relacionado ao outro e depende do outro. Assim, quando há o desequilíbrio do animus (na mulher), ela pode manifestar certa postura “de general”, de rigidez”, explicou Guarnieri. Por seu lado, o homem com alteração de anima pode ficar “animoso”, isto é, irritadiço, inquieto.

Foi assim que o sábado, um dia chuvoso de inverno paulistano, foi aquecido e avivado graças à vasta troca de experiências e conhecimentos entre a palestrante e os participantes, proporcionando a cada presente material para tecer uma nova parte da colcha de retalhos que constitui a vida humana.

Texto: Vanessa Heidemann

Referências

CAMPBELL, J. Deusas: os mistérios do divino feminino. São Paulo: Palas Athena, 2015.




domingo, 9 de julho de 2017

19/8/2017: Encontro de Inverno da Granja Viana-SP Brazil JCF Mythological RoundTable®


Detalhe de O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli (1444-1510)


É com satisfação que convido para nosso terceiro encontro de 2017, que será realizado no sábado 19/8, a partir das 14h. 

We are pleased to invite you to join our Winter Roundtable, which will be held on August 19, 2017, at 2pm. 

Dedicaremos este ano ao estudo do mais recente livro de Joseph Campbell lançado em português no Brasil: Deusas: o mistério do divino feminino (Editora Palas Athena).  

In 2017 we are working on the latest Joseph Campbell´s book translated to Portuguese in Brazil: Goddesses: mysteries of the divine feminine (Palas Athena Publisher).

A palestrante será a psicóloga Maria Cristina Mariante Guarnieri. Doutora e Mestre em Ciências da Religião pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ela é especialista em Psicologia Junguiana, atuando como docente do Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa (IJEP). 

The keynote speaker will be the psychologist Maria Cristina Mariante Guarnieri. She holds a PhD in Science of Religion (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) and is an specialist in Analytical Psychology. Guarnieri is a lecturer at the Instituto Junguiano de Ensino e Pesquisa (IJEP).

Na oportunidade, trabalharemos o capítulo 5 (Deusas e deuses do panteão grego) e o capítulo 6 (Ilíada e Odisseia: o retorno à deusa) (páginas 137 a 214). 

She was invited to present her vision on the Chapter 5 (Goddesses and gods of the Greek pantheon) and Chapter 6 (Iliad and Odyssey: the return to the goddess) (pages 137 to 214).

O evento é gratuito, mas solicitamos a doação de um quilo de alimento não perecível por participante para o espaço paroquial. 

The event is free of charge, but we request the donation of one kilo of non-perishable food per participant to the parish.

Leve também frutas, doces, salgados ou sucos para compartilhar no lanche comunitário de encerramento, realizado às 16h30. 

Also be welcome to bring fruits and other healthy food or juices to share in the community closing gathering, held at 4:30 p.m.


Relembrando o local: Igreja Santo Antonio (Rua Santo Antonio, 486 (km 24 da Rodovia Raposo Tavares, sentido São Paulo›Cotia). Acesso pela Rua José Félix de Oliveira (Entrada pela secretaria localizada na lateral da igreja, em frente ao Banco Bradesco). Para ver no Google Maps, clique aqui

Venue: Santo Antonio Parish (Rua Santo Antonio, 486 (km 24 of the Raposo Tavares Highway, direction São Paulo> Cotia) Access by José Félix de Oliveira Street (Entrance by the office located on the side of the church, in front of Banco Bradesco). 

Abraços/Best

Monica Martinez
Coordenadora da JCF Mythological Roundtable® Granja Viana-SP (Brasil)*

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Relato do Encontro de Outono de 2017: patriarcado, mistérios das deusas sumerianas e egípcias



“[...] em relação aos símbolos: eles não se referem a eventos históricos; eles se referem, através de eventos históricos, a princípios espirituais ou psicológicos e forças de ontem, hoje e amanhã, e que estão em todo lugar” (CAMPBELL, 2015, p.86).

O segundo encontro do ano promoveu a continuidade do estudo voltado para o mais recente livro lançado em português do mitólogo estadunidense Joseph Campbell (1904- 1987). Trata-se de Deusas: os mistérios do divino feminino (editora Palas Athena, 2015).
O encontro realizado na cidade de Cotia, São Paulo, contou com a participação da psicoterapeuta Ana Maria Galrão Rios que abordou e desenvolveu aspectos relacionados aos capítulos três, O Influxo Indo-Europeu, e quatro, Deusas Sumérias e Egípcias da obra de Campbell.
Aprofundando a temática, Rios apresentou sua dissertação de mestrado, concluída em 2008, intitulada Um estudo junguiano sobre a imagem de Deus das crianças num contexto cristão. O trabalho foi desenvolvido com alunos do ensino fundamental e médio e buscou observar a imagem de Deus nas crianças de diferentes faixas etárias (RIOS, 2008).
De antemão a palestrante aponta para as relações entre a construção da imagem do Deus Judaico/Cristão com a construção da imagem concebido pelas crianças. O Deus Judaico/Cristão é aquele que cria o ser humano a partir de seu desejo e que possui uma relação com sua criação demonstrando raiva, bondade, amor, tristeza ou até mesmo punindo.
A imagem de um Deus participativo é construída no imaginário infantil nos primeiros anos de vida conforme as relações que as mesmas desenvolvem com seus pais. Sendo assim, Deus é representado como benevolente, bravo, amoroso ou não, perante a imagem e semelhança que as crianças possuem de seus pais.
Rios afirma que o cérebro humano vive sobre um imperativo cognitivo (imperativo semelhante ao desenvolvido pelo filósofo do século XVIII Immanuel Kant), ou seja, os humanos sempre buscam saber e explicar os fenômenos. Não importa a complexidade da explicação, o cérebro cria um enredo e, se necessário, um mito para preencher as lacunas.
Na concepção da palestrante, os mitos que acreditamos moldam a forma com que nos relacionamos com a vida desde os primórdios.
A construção da imagem de Deus é concebida em crianças de forma distinta conforme cada idade. Segundo a pesquisadora, elas passam por quatro ciclos arquetípicos do desenvolvimento: matriarcal,  patriarcal, de alteridade e cósmico.
No ciclo matriarcal a criança se percebe como centro, não somente do próprio mundo, mas do mundo enquanto tal.  Deus é construído à imagem da criança e, portanto, é um Deus que brinca (FIG.1).

Figura 1: Deus que brinca
Fonte: RIOS, 2008

                       

O ciclo patriarcal é responsável por fixar o símbolo do divino no imaginário da criança. Valores como ordem, disciplina, autoridade e justiça se manifestam nos desenhos; as imagens e símbolos se fixam e codificam conforme os padrões culturais onde a criança está inserida (FIG.2).
Figura 2: Jesus crucificado
       Fonte: RIOS, 2008

 
A percepção da existência e importância do outro ocorre no ciclo da alteridade. Nele, as escolhas são baseadas não apenas no próprio sentimento, mas também no sentimento do outro (FIG.3). Um exemplo desse ciclo são as festas de aniversários organizadas pelos próprios adolescentes (12-14 anos), que enfrentam dificuldades em convidar amigos e deixar de fora alguns colegas devido aos conflitos que naturalmente permeiam grupos nessa faixa etária.

Figura 3: Deus branco e negro, consciência e compreensão das diferenças
Fonte: RIOS, 2008
  
É por meio do ciclo cósmico que as polaridades transcendem e há uma percepção de tudo como um todo único que está em permanente mutação.

 
Figura 4: Jesus Cristo rezando por todos
Fonte: RIOS, 2008

                                        

Rios aponta para a importância de se compreender que tanto o patriarcal, quanto o matriarcal possuem pontos positivos e negativos. A polaridade negativa se apresenta quando há um uso excessivo dessas características.
Inanna, deusa da Suméria
Fonte: Pinterest
O ciclo patriarcal, por exemplo, age segundo um futuro previsto, sendo aquele que defende, cuida e que é justo, o que garante a ordem e a lealdade. É por meio do patriarcado, portanto, que há leis que garantem a sobrevivência da espécie humana, permitindo uma organização que favorece toda a sociedade.
Em contrapartida, o matriarcal funcionaria melhor em pequenos grupos já que seu interesse está relacionado à pertinência, continência e sobrevivência.
Nessa perspectiva, o feminino em um sistema patriarcal abusivo pode ser posto em condição de submissão para sobreviver. No entanto, apesar das mulheres não possuírem dentro desse sistema uma representação do sagrado de forma direta, a pesquisadora adverte que representações recorrentes a Deusa sempre existiram e estão presentes.
Casamento sagrado: Isis como uma ave de rapina sobre
Osiris morto no mito da geração de Hórus 
Abordando as representações da Deusa no capítulo quatro, Deusas Sumérias e Egípcias da obra de Campbell, Ana comenta os mitos de Inanna, Isis e Maat. Interpretando as narrativas pela perspectiva da psicologia analítica, a palestrante lembra que Inanna e Isis estão relacionadas ao mito do casamento, enquanto Maat à justiça.
Como afirma Ana, o masculino e o feminino são polaridades encontradas em todos os seres humanos e o abuso de um sistema, seja qual ele for, é prejudicial.
Maat, a deusa egípcia
da Justiça: pena como símbolo
As narrativas míticas são encontradas em todas as partes, nas palavras da psicoterapeuta Ana Maria Galrão Rios: “Os deuses vão nos visitar através dos símbolos” e para Joseph Campbell (1904- 1987): “[...] quando o masculino entra, há divisão, ao passo que, quando o feminino entra, cria-se a união” (2015, p.122). Mas é somente quando ambos estão em relação que há a possibilidade de alteridade e, no vocabulário da psicologia analítica, transcendência, no sentido dialético de a soma das partes ser maior que o todo.

Por Vanessa Heidemann


Referências

CAMPBELL, J. Deusas: os mistérios do divino feminino. São Paulo: Palas Athena, 2015.

RIOS, A. M. G. “Um estudo junguiano sobre a imagem de Deus das crianças num contexto cristão”. 2008. 256 f. Dissertação (Mestrado) - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2008. Disponível em:



segunda-feira, 8 de maio de 2017

17/6 - 14h - Encontro de Outono do Núcleo Granja Viana-SP da Fundação Joseph Campbell



É com satisfação que convido para nosso segundo encontro de 2017, que será realizado no sábado 17/6, a partir das 14h. 

We are pleased to invite you to join our Autumn Roundtable, which will be held on June 17, 2017, 2pm. 

Dedicaremos este ano ao estudo do mais recente livro de Joseph Campbell lançado em português no Brasil: Deusas: o mistério do divino feminino (Editora Palas Athena).  

In 2017 we are working on the newest Joseph Campbell´s book translated to Portuguese in Brazil: Goddesses: mysteries of the divine feminine (Palas Athena Publisher).

A palestrante será a psicoterapeuta Ana Maria Galrão RiosDoutora e Mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2008), na área de Estudos Junguianos. Especialista em Psicologia Clínica, atua principalmente nos temas de desenvolvimento psicológico, psicologia analítica, calatonia, trabalho corporal em psicoterapia e Jung. Pertence ao corpo editorial da Revista Hermes. 

The speaker will be the psychotherapist Ana Maria Galrão Rios. Rios holds a PhD in Clinical Psychology (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2008), being an specialist in analytical psychology and calatonia, among other subjects. She serves as an editorial board advisor to Hermes Journal.

Na oportunidade, trabalharemos o capítulo 3 (O influxo indo-europeu) e o capítulo 4 (Deusas Sumérias e Egípcias) (páginas 91 a 135). 

She was invited to present her vision on the Chapter 3 (The Indo-European Influence) and Chapter 4 (Sumerian and Egyptian Goddesses) (pages 91 to 135).

O evento é gratuito, mas solicitamos a doação de um quilo de alimento não perecível por participante para o espaço paroquial. 

The event is free of charge, but we request the donation of one kilo of non-perishable food per participant to the parish.

Leve também frutas, doces, salgados ou sucos para compartilhar no lanche comunitário de encerramento, realizado às 16h30. 

Also be welcome to bring fruits and other healthy food or juices to share in the community closing gathering, held at 4:30 p.m.


Relembrando o local: Igreja Santo Antonio (Rua Santo Antonio, 486 (km 24 da Rodovia Raposo Tavares, sentido São Paulo›Cotia). Acesso pela Rua José Félix de Oliveira (Entrada pela secretaria localizada na lateral da igreja, em frente ao Banco Bradesco). Para ver no Google Maps, clique aqui

Venue: Santo Antonio Parish (Rua Santo Antonio, 486 (km 24 of the Raposo Tavares Highway, direction São Paulo> Cotia) Access by José Félix de Oliveira Street (Entrance by the office located on the side of the church, in front of Banco Bradesco). 

Abraços/Best

Monica Martinez
Coordenadora da JCF Mythological Roundtable® Granja Viana-SP (Brasil)*

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Relato do Encontro de Verão de 2017: os mistérios do divino feminino



“Certa vez li sobre uma antiga maldição chinesa: ‘Que você renasça numa época interessante!’ A nossa época é uma época muito interessante: não há modelos para nada do que está acontecendo. Tudo está mudando, mesmo a lei da selva masculina. É um tempo de queda livre para dentro do futuro, e cada um ou cada uma deve criar seu próprio caminho. Os modelos antigos não estão funcionando, os novos não apareceram ainda. De fato, nós mesmos é que estamos modelando o novo segundo a forma de nossas vidas interessantes. Joseph Campbell

Ao iniciar um novo ciclo de estudos acerca das narrativas míticas, contamos com a presença da psicoterapeuta Leda Maria Pirillo Seixas, professora do curso de Psicologia na Faculdade de Ciências da Saúde da PUC-SP.  
Nesse primeiro encontro de 2017, foram discutidas as três primeiras partes (introdução, capítulo 1 e 2) do livro do mitólogo estadunidense Joseph Campbell (1904- 1987), lançado em 2015 em português no Brasil pela editora Palas Athena, Deusas: os mistérios do divino feminino (CAMPBELL, 2015)
Com o desenvolvimento das sociedades modernas e da tecnologia, os mitos são muitas vezes tidos como algo que permaneceu no passado, como histórias ou mentiras. Esse tipo de interpretação privilegia uma visão que tende a excluir os mitos do contexto dos estudos das narrativas nos dias atuais. Contudo, nas palavras da professora Leda Seixas, eles apenas mudaram de face.
Segundo ela, existem exemplos atuais de mitos que ainda norteiam a nossa existência, como a ciência, a política e a economia, que podem ser considerados os novos deuses poderosos que estão presentes em nosso cotidiano.
Assim, abordar o masculino e o feminino em nossa sociedade pode ser tarefa complexa, já que o papel de ambos passa por transformações. Entre os povos primevos, ancorados numa perspectiva mais biológica, existia uma clara distinção de cada um desses arquétipos, visto que o homem era aquele que caçava, sustentava e protegia, enquanto a mulher era a que transformava. Essa noção era baseada no corpo da mulher, tido como mágico, pois que “repentinamente” dava origem à uma nova vida. Isso porque não havia ainda a compreensão da importância do papel do homem relacionado à reprodução.
O corpo feminino, então, era associado à terra, às cavernas, aos mistérios do nascimento, da morte e do renascimento. Não por acaso, os primeiros cultos ao feminino estavam voltados para questões de vida e morte.
Carl Gustav Jung (1875-1961), pai da psicologia analítica, desenvolveu uma abordagem baseada nos arquétipos do feminino e masculino, onde a Anima é entendida como o princípio feminino no inconsciente do homem e o Animus o princípio masculino no inconsciente da mulher. Segundo a professora, desde então essas noções propostas por Jung estão sendo ampliadas e desenvolvidas por outros especialistas do campo.
A própria psicoterapeuta sugere tentar compreender essa dualidade por meio da direção ou forma de energia, onde o princípio masculino representaria o Logos, ou seja, a razão e a objetividade, e o princípio feminino o Eros, não no sentido sexual, mas de relação entre as coisas, de conexões.
Ao longo da evolução histórica, sobretudo nas últimas décadas, o papel social da mulher se transformou devido às guerras – que levou à diminuição dos homens na sociedade, possibilitando às mulheres trabalhar fora de suas casas – e ao avanço tecnológico, da pílula anticoncepcional ao desenvolvimento dos eletrodomésticos, que liberou a mulher de muitas funções relacionadas à manutenção da casa e da família.
Para Leda Seixas, o primeiro movimento da mulher na sociedade moderna foi o de competir com o homem para conseguir um lugar na sociedade – processo que levou as mulheres a imitarem o comportamento masculino. Segundo ela, hoje “não possuímos mais parâmetros. Os papeis tradicionais foram rompidos e, ao mesmo tempo em que isso é interessante, é muito difícil, já que cabe a cada um tentar descobrir o que fazer com sua própria vida”.
Nesse contexto, a professora afirma que há uma evolução de comportamento e que a partir de agora as mulheres devem passar a tentar buscar mais sua essência feminina e a forma que elas podem contribuir com sua feminilidade para com o mundo. Isso porque a imagem e a força do arquétipo do feminino permanecem.
Além disto, existiram mitos que incluem outras variações dessas imagens arquetípicas, como o do hermafrodita. Um desses mitos é relatado por Platão (428/427 - 348/347 a.C) em sua obra O Banquete (PLATÃO, 1991), por meio do diálogo de Aristófanes que explica como esses seres seriam originalmente. Segundo Platão, tratava-se de seres duplos e esféricos, que possuíam dois pares de cabeças, quatro pernas e quatro braços. Eles seriam divididos em três sexos. Um seria constituído por duas metades masculinas (os filhos do Sol); outro por duas metades femininas (as filhas da Terra); e o terceiro seria andrógino, metade feminina, metade masculina (os filhos da Lua).
Como se voltaram contra os deuses, a fim de acabar com sua intemperança e arrogância Zeus cortou-os em dois, dividindo-os. Esse mito explicaria a eterna necessidade das pessoas de buscarem uma completitude no outro, bem como a nostalgia do tempo em que o feminino e o masculino teriam vivido em comunhão, em totalidade. 
Quando questionada sobre esse mito ser a representação da eterna busca pela ´tampa da panela´, a professora adverte que os mitos apontam para além do aspecto racional: “O mito não é uma expressão literal da realidade, pois ele se expressa de uma maneira simbólica”.
Para finalizar, Leda Seixas lembrou que o “feminino é um todo que é multifacetado”. Assim, a mulher é associada ao mistério, à mágica e à natureza. Por isso, mesmo no contexto contemporâneo que privilegia os valores do masculino, a mulher deveria se voltar para si mesma para reconhecer toda a sua força. Para ela, a “sabedoria da coruja está em ser coruja”, frase que leu na lousa da escola primária e nunca mais esqueceu.

Texto: Vanessa Heidemann, mestranda do Programa de Comunicação e Cultura da Uniso.


Referências
CAMPBELL, J. Deusas: os mistérios do divino feminino. São Paulo: Palas Athena, 2015.

PLATÃO. Diálogos: o banquete, Fédon, Sofista, Político. 5. ed. São Paulo: Nova Cultural, 1991.

terça-feira, 28 de março de 2017

1/4 - 14h - Encontro de Verão do Núcleo Granja Viana-SP da Fundação Joseph Campbell



É com satisfação que finalmente convido para nosso primeiro encontro de 2017, que será realizado no  sábado 1/4, a partir das 14h. 

Dedicaremos este ano ao estudo do mais recente livro de Joseph Campbell lançado em português no Brasil: Deusas: o mistério do feminino (Editora Palas Athena).  

A palestrante será a psicoterapeuta Leda Maria Pirillo Seixas. Professora do curso de Psicologia na Faculdade de Ciências da Saúde da PUC-SP e do curso Jung e Corpo do Instituto Sedes Sapientiae , ela é mestre em Psicologia Clínica pela mesma instituição, especialista em psicoterapia junguiana, cinesiologia, calatonista e editora da Revista Hermes. 

Na oportunidade, trabalharemos a Introdução (Sobre a Grande Deusa), o capítulo 1 (Mito e o Divino Feminino) e o capítulo 2 (Deusa mãe criadora: neolítico e início da idade do bronze (páginas 17 a 88). 

O evento é gratuito, mas solicitamos a doação de um quilo de alimento não perecível por participante para o espaço paroquial. 

Leve também frutas, doces, salgados ou sucos para compartilhar no lanche comunitário de encerramento, realizado às 16h30. 


Relembrando o local: Igreja Santo Antonio (Rua Santo Antonio, 486 (km 24 da Rodovia Raposo Tavares, sentido São Paulo›Cotia). Acesso pela Rua José Félix de Oliveira (Entrada pela secretaria localizada na lateral da igreja, em frente ao Banco Bradesco). Para ver no Google Maps, clique aqui

Até lá!

Monica Martinez
Coordenadora da JCF Mythological Roundtable® Núcleo da Granja Viana-SP (Brasil)*
http://fundacaojosephcampbell.blogspot.com
https://www.facebook.com/groups/177343475613567