domingo, 26 de junho de 2011

Encontro de Inverno de 2011

É com satisfação que convidamos para o 3º. Encontro de 2011 do Núcleo Granja Viana da Fundação Joseph Campbell.

O encontro será realizado em:

Data: 13 de agosto (sábado)
Horário: das 14h às 17h
Local: Igreja Santo Antonio (Rua Santo Antonio, 486 (km 24 da Rodovia Raposo Tavarez, sentido São Paulo›Cotia). Acesso pela Rua José Félix de Oliveira (Entrada pela secretaria localizada na lateral da igreja, em frente ao Banco Bradesco).
Palestrante: Telma Ventura, psicóloga junguiana e coordenadora da JCF Mythological RoundTable® Group de Pinheiros - SP. Telma é mestranda em Educação, Cultura e Arte pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

O que faremos
Neste terceiro encontro, nos aprofundaremos nos capítulos 4 (A Criação do Mito) e 5 – parte 1 (O Símbolo sem Significado) do livro O Vôo do Pássaro Selvagem – ensaios sobre a universalidade dos mitos (Editora Rosa dos Tempos).

O evento é gratuito, mas solicitamos a doação de um quilo de alimento não perecível por participante para o espaço paroquial.

A Joseph Campbell Foundation, com sede na Califórnia, também nos pede para lembrar nossos membros que doações para manutenção deste programa mundial são bem-vindas. Para doar, clique aqui.

Para aqueles que vierem pela primeira vez, recordo que o objetivo do grupo é o de estimular os estudos de mitologia e religião comparada a partir da perspectiva de Joseph Campbell (1904-1987), mitólogo norte-americano considerado como um dos maiores estudiosos dessa área no século 20.
Favor confirmar presença para o e-mail nucleogranjaviana@gmail.com até dia 10 de agosto. Como sempre, fiquem à vontade para encaminhar esse convite para outros interessados no tema, destacando apenas que devem confirmar presença por e-mail.

Atenciosamente,

Monica Martinez

Coordenadora do Núcleo Granja Viana da Fundação Joseph Campbell
nucleogranjavianajcf@gmail.com
http://fundacaojosephcampbell.blogspot.com/
www.twitter.com/fjosephcampbell

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Livro traz 80 contos de Andersen

Os contos de fada sempre foram um grande portal para os estudos de mitologia. Neste contexto, Contos de Hans Christian Andersen é um lançamento bem-vindo. A tradução foi feita diretamente do dinamarquês para o português, cuidado que permite resgatar a narrativa andersiana no que ela tem de mais interessante: a proximidade com a linguagem oral.

Veja com que graça o autor começa uma de suas mais conhecidas histórias, A Sereiazinha:

Lá longe, bem longe no mar, a água é tão azul como as folhas de centáurea mais bonita e tão límpida como o vidro mais puro, mas é também muito funda, mais funda do que uma âncora pode descer. Seria preciso colocar muitas torres de igrejas umas sobre as outras para do fundo surgirem acima da água. É aí que vivem os monstros marinhos.

A obra reúne 80 do total de 156 contos escritos por Andersen, entre eles, O patinho feio, O firme soldadinho de chumbo e A polegarzinha, além do já citado A Sereiazinha.

A obra traz, ao final de cada conto, o comentário de Nelly Novaes Coelho, professora que na década de 1980 introduziu a disciplina de Literatura Infantil na Universidade de São Paulo. Este adendo ajuda a compreender a época, a visão de mundo do autor e o contexto em que o conto foi escrito.

Num mundo em que os olhos estão sobrecarregados com imagens, o fato de a obra não ser ilustrada é uma dádiva. Afinal, o leitor ou a criança que ouve a narração tem a oportunidade de exercitar sua imaginação a partir dos elementos propostos pelo autor.

Andersen (1805-1875) nasceu em família modesta. Filho de sapateiro e mãe lavadeira, não teve acesso à educação fundamental, ficou órfão de pai ainda menino e teve de trabalhar para sustentar a família. Graças ao seu talento literário e à sua persistência conquistou mecenas que permitiram que se tornasse um dos mais amados escritores do mundo, ao lado do francês Charles Perrault (século XVII) e dos Irmãos Grimm (século XVIII).

Monica Martinez

Título: Contos de Hans Christian Andersen (Traduzidos do dinamarquês)
Coleção: Contos da fonte
Formato: 18 x 25
Páginas: 784
Editora: Paulinas.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Avalon: lenda arturiana é encenada em São Paulo


O mitólogo estadunidense Joseph Campbell era um especialista em lendas arturianas. Seu doutorado, que não chegou a concluir, era sobre este tema. Até o dia 26 de junho, quem mora em São Paulo ou está de passagem pela cidade tem a oportunidade de assistir uma peça infanto-juvenil que encena a corte de Camelot com narrativa precisa, ótimos atores, cenários e figurinos bem feitos.

Trata-se de Avalon, inspirada na obra da escritora estadunidense Marion Zimmer Bradley – que fez enorme sucesso no início dos anos 1990. Quem já leu os quatro livros há de se lembrar que Avalon era a ilha localizada no sul da Bretanha onde vivia o povo celta.

Ainda hoje, ao se subir às ruínas da abadia de Glastonbury, na Inglaterra – o local que supostamente teria abrigado a ilha –, é impossível não dar uma espiada no entorno em busca de algum indício. Os campos, hoje drenados, teriam sido os charcos e lagos que levariam druidas e sacerdotisas para a ilha sagrada.

Avalon, a peça, conta a história do rei Artur sob uma ótica muito particular: a feminina e a dos saberes tradicionais dos bretões. O projeto foi idealizado pela atriz Lucélia Santos, que interpreta com competência Viviane, a Senhora do Lago. No elenco, jovens promissores, como Caio Paduan, que encarna Artur, e Sabrina Petragia, que interpreta a irmã do rei, a fada Morgana.

Veja o vídeo.

Teatro Sesi-SP

Texto: Monica Martinez
Foto: Julia Moraes